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Onde a produção do hospital some antes de virar repasse

Glosa é a parte visível. A perda maior costuma estar no que foi executado, registrado no prontuário e nunca chegou à conta enviada ao DataSUS.

Financiamento15 de julho de 20265 min de leitura

Toda direção hospitalar conhece o relatório de glosa. Ele chega meses depois do envio, com uma lista de procedimentos recusados e um prazo curto de recurso. O que quase nenhuma direção tem é o relatório do que foi feito e nunca foi cobrado, porque esse não volta de lugar nenhum.

A subnotificação é estrutural. O registro clínico e o faturamento são feitos por equipes diferentes, com prazos diferentes, e a ligação entre os dois depende de alguém reler o prontuário antes do fechamento. Em unidade com plantão cheio, essa releitura é a primeira coisa a ficar para depois.

As perdas mais comuns

  • Procedimento secundário executado na mesma internação e ausente da AIH.
  • Órtese, prótese e material especial registrados no prontuário e fora da conta.
  • Diária de UTI documentada na evolução e não lançada na competência.
  • Erro de preenchimento que se repete todo mês porque ninguém mapeou a causa.

Cada item desses é pequeno isoladamente. Somados numa competência inteira, mudam a linha de receita da unidade e, no caso de hospital contratualizado, mudam também a base de negociação do contrato do ano seguinte.

Conferir antes vale mais que recorrer depois

Auditar a produção com a competência ainda aberta muda o lugar onde o erro é corrigido. Em vez de entrar com recurso sobre um valor já descontado, a equipe ajusta o registro no próprio sistema do hospital e envia a conta certa na primeira vez.

A pergunta que interessa não é quanto foi glosado. É quanto a unidade executou e nunca cobrou.

Comparar o desempenho com hospitais de porte semelhante fecha o diagnóstico. Quando uma linha de produção está muito abaixo da média de unidades parecidas, o problema quase sempre é de registro, e não de volume assistencial. Esse é o tipo de conversa que a direção só consegue ter com o número na mesa.

Próximo passo

A primeira conversa é técnica e sem compromisso.

Mostre a rede que você tem hoje, os sistemas em uso e o que trava no fechamento do mês. A gente devolve um desenho de integração com prazo e responsáveis antes de qualquer proposta comercial.